Niterói já recebeu 1.555 novos plantios de árvores desde março, em uma ação que amplia a cobertura verde da cidade e contribui para a valorização dos espaços públicos e da paisagem urbana.
De acordo com o biólogo Alexandre de Moraes, a estratégia prioriza espécies da Mata Atlântica e árvores de rusticidade comprovada, capazes de se adaptar às condições das calçadas, parques, praças e hortos de Niterói. A escolha busca garantir não apenas o crescimento das árvores, mas também a formação, ao longo dos próximos anos, de uma cobertura verde de qualidade nas ruas do município.
Entre as espécies mais plantadas estão ipês-amarelos, jequitibás-rosas, mirindibas, oitis, paus-ferro, paus-brasil e sibipirunas, ampliando a diversidade da arborização urbana e contribuindo para tornar os espaços públicos mais agradáveis.
Somente em agosto, novos plantios foram realizados em bairros como São Lourenço, Centro, São Francisco, Icaraí, Boa Viagem, Maceió, São Domingos e Maralegre.
A iniciativa também chegou a alguns dos locais mais tradicionais e simbólicos da cidade. As praças da República e Getúlio Vargas e o Campo de São Bento estão entre os espaços que ganharam novas árvores, reforçando a presença da arborização em áreas de grande circulação e importância histórica e paisagística para Niterói.
LIVRO
Um livro sobre arborização urbana produzido pela equipe da Seconser foi exibido durante a Feira Literária de Niterói (Flin) realizada no mês de agosto.
A obra aborda três tópicos importantes:
Um deles é o projeto Fruta no Pé destacando que Niterói tem hoje o maior pomar urbano do Brasil implantado no Parque Orla Piratininga.
Ao todo, estão sendo plantadas 5 mil mudas de árvores frutíferas de restingas de Mata Atlântica.
Outro assunto abordado é o Arboribus que é um projeto censitário da flora urbana que contempla vias públicas e praças, levanta as características de cada árvore e faz o levantamento de quantas existem na cidade. Atualmente, Niterói tem quase 67 mil árvores catalogadas.
O terceiro tópico é a silvicultura urbana que aborda a questão das podas e os tratamentos que as árvores recebem como uso de um tomógrafo além da realização de dendocirurgias.